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Petrópolis arrecada R$ 1,23 bilhão no segundo quadrimestre de 2026 e registra resultado orçamentário positivo

A Prefeitura de Petrópolis arrecadou R$ 1,23 bilhão entre janeiro e agosto de 2026, segundo dados apresentados pela Secretaria Municipal de Fazenda durante audiência pública da Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal. Apesar do resultado orçamentário positivo, a apresentação levantou questionamentos sobre a situação financeira do município e o cumprimento dos compromissos com servidores ativos e aposentados.

A audiência foi conduzida pelo vereador Tiago Leite, presidente da Comissão de Finanças e Orçamento. Participaram os vereadores Júlia Casamasso, Léo França e Dr. Aloisio Barbosa, além de Thiago Damaceno, que acompanhou a reunião de forma remota. Também estiveram presentes o secretário municipal de Fazenda, Juarez dos Reis, e representantes da pasta.

Durante a apresentação, foram detalhadas receitas de R$ 1,235 bilhão, diante de uma previsão atualizada de R$ 1,755 bilhão. As despesas liquidadas somaram aproximadamente R$ 1,095 bilhão, enquanto os pagamentos realizados chegaram a cerca de R$ 992,8 milhões. A diferença entre a receita arrecadada e as despesas pagas foi de aproximadamente R$ 242,3 milhões.

Durante a audiência, a vereadora Júlia Casamasso questionou a veracidade e a consistência das informações apresentadas, levantando dúvidas sobre a situação financeira do município. Entre os pontos abordados estiveram os pagamentos a servidores municipais e aposentados, diante dos valores apresentados como disponíveis em caixa. O questionamento colocou em pauta a necessidade de esclarecer por que essas obrigações não foram quitadas, caso houvesse recursos efetivamente disponíveis para isso.

O vereador Léo França também pediu esclarecimentos sobre a situação das contas municipais e solicitou ao secretário de Fazenda uma avaliação do período em que está à frente da pasta, com uma análise das condições financeiras da Prefeitura.

O relatório apresentou ainda a distribuição das receitas e despesas municipais. Entre as principais fontes de arrecadação estão transferências e recursos vinculados à saúde, Fundeb, ISS, IPTU, ICMS e Fundo de Participação dos Municípios. Na composição das despesas, Saúde e Educação aparecem entre as áreas com maior participação.

Os questionamentos reforçaram a necessidade de esclarecer não apenas o resultado orçamentário, mas também a situação efetiva do caixa municipal, os recursos disponíveis e as razões para eventuais atrasos nos pagamentos. Um resultado positivo entre receitas e despesas, por si só, não significa que todo o valor esteja livre para utilização, já que parte dos recursos pode ter destinação específica ou estar comprometida com outras obrigações.

Ao final da audiência, os parlamentares defenderam a revisão do Regimento Interno da Câmara Municipal para ampliar o tempo destinado às respostas dos secretários municipais durante as audiências públicas. A proposta busca garantir mais espaço para questionamentos dos vereadores, esclarecimentos por parte dos representantes do Executivo e um debate mais aprofundado sobre as contas públicas, a aplicação dos recursos e o cumprimento das obrigações financeiras da Prefeitura.

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