Editorial

A vida não é um livro

Certa vez, uma amiga, durante uma conversa, me fez esta afirmação. Ela nunca negou que é preciso sonhar e a importância de termos sonhos e o desejo de realizá-los.

Mas sempre afirmava que não podemos romancear a vida, pois a vida real, por mais que se planeje, pode nos surpreender com eventos do dia a dia que nem sempre acontecem da maneira como planejamos, principalmente quando achamos que tudo acontece num passe de mágica.

Ela dizia: o livro tem começo, meio e fim. Às vezes, por mais que seja uma novela aberta, que o autor vai mudando os personagens de acordo com o público, ele já sabe como terminar ou, pelo menos, imagina como dará fim aos personagens.

A vida não é assim. Nada acontece sem o nosso esforço, sem a nossa vontade, sem a nossa determinação, sem darmos o primeiro passo e, talvez o mais importante, sem a nossa decisão de fazer acontecer.

Planejar é fundamental. Sonhar é importante. Os dois juntos ou separados são essenciais, porém, nada adianta se ficarmos apenas no pensamento, na vontade.

A vida real, o dia a dia, é uma aventura que se constrói a cada momento, que pode nos surpreender, por ser uma realidade diferente a cada instante. Mesmo que não percebamos, cada momento é uma realidade diferente e precisamos aprender a aproveitar esses momentos.

A vida não é um livro, mas podemos escrever o livro da nossa vida, realizando nossos sonhos com planejamento e determinação. Saindo da nossa condição de comodistas e acreditando que somos capazes de construir.

Construir não coisas grandes, mas talvez aquelas pequenas, que ninguém vai ver, que ninguém vai admirar, que ninguém vai valorizar, mas que para você têm um grande valor, pois somente você sabe o que foi preciso superar para realizar algo para você e para quem está ao seu lado.

A vida não é um livro, um romance, uma novela.

Mas pode ser uma grande história de vida.

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