Editorial

Entre a crise institucional e a esperança de mudança

A crise institucional instalada no Brasil teve seu ponto alto na baixaria protagonizada pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), na terça-feira, 15 de setembro. O problema também se estende à campanha eleitoral, na qual os principais candidatos aos Poderes Executivos estadual e federal trocam acusações, criam narrativas duvidosas e expõem o enfraquecimento das lideranças políticas nos âmbitos federal, estadual e municipal.

Diante desse cenário caótico, não há dúvida de que precisamos de mudanças urgentes no sistema eleitoral, na estrutura administrativa e política e, principalmente, nas formas de representação. Algumas dessas transformações poderiam ocorrer por meio do voto. No entanto, o sistema político brasileiro está corrompido, e os partidos já não inspiram confiança. Em muitos casos, tornaram-se meras siglas de “aluguel”, utilizadas por políticos ou grupos interessados em lançar candidatos cujo principal objetivo é conquistar o poder.

A mudança, portanto, é necessária e urgente. Resta saber quando e como realizá-la.

Em um sistema dotado de credibilidade, esse processo deveria começar no Congresso Nacional, que reúne as duas Casas Legislativas: o Senado e a Câmara dos Deputados. Entretanto, no momento atual, vivemos uma crise institucional que coloca em lados opostos, conforme a conveniência de determinadas lideranças políticas, as principais instituições que deveriam sustentar e defender a democracia.

Diante dessa realidade, a transformação precisa começar pelo município, onde tudo se inicia. É nesse espaço que podemos ajudar a formar e apoiar políticos sérios, comprometidos com políticas públicas e com o bem comum. O ser humano, o cidadão brasileiro, deve estar no centro das discussões e dos projetos.

Nessa perspectiva, no âmbito nacional, o deputado federal Hugo Leal pode ser citado como exemplo. A maioria das pautas por ele discutidas no Congresso Nacional esteve relacionada a questões de interesse do país. Quando necessário, também tratou de assuntos específicos do Estado do Rio de Janeiro.

No Legislativo Municipal, entre aqueles que são candidatos, destaca-se a vereadora Júlia Casamasso. Seus projetos, em grande parte, estão voltados ao bem comum e à construção de políticas públicas.

Desde que assumiu uma cadeira na Câmara Municipal, substituindo o então vereador Yuri Moura — eleito deputado estadual e atualmente em busca da reeleição —, Júlia vem se destacando pela postura comprometida com pautas de interesse coletivo e pela participação na elaboração de propostas voltadas à população.

Um exemplo dessa atuação ocorreu ainda em 2024, quando a vereadora denunciou que o orçamento destinado à merenda escolar em 2025 era insuficiente e apresentou uma emenda para recompô-lo. A proposta foi rejeitada e, em 2025, assim como ainda ocorre atualmente, os problemas relacionados à merenda escolar permaneceram.

Desde então, além de fiscalizar e cobrar da Prefeitura ações e medidas que atendessem à população e aos servidores, Júlia apresentou diversos projetos. Entre eles, estão propostas para estabelecer diretrizes destinadas à regulamentação, à estruturação e à manutenção de pontos de apoio temporários; ao atendimento psicossocial às vítimas de desastres; ao apoio às mulheres vítimas de violência; entre outras iniciativas voltadas à construção de políticas públicas.

A maneira como a vereadora atua no Legislativo Municipal — lutando por políticas públicas e elaborando projetos que, em sua maioria, resultam da escuta da população — representa um exemplo do que deveria existir entre os políticos que ocupam cadeiras no Senado e na Câmara dos Deputados.

Infelizmente, o que vemos todos os dias são disputas motivadas por interesses ideológicos e pessoais, muitas vezes distantes das necessidades do cidadão brasileiro. Há muitos anos, os representantes do povo no Congresso Nacional já não falam a mesma língua que a população e parecem estar cada vez mais afastados da defesa dos interesses de cada cidadão.

Por isso, nesta eleição, precisamos analisar com atenção os candidatos que escolheremos para o Senado e a Câmara dos Deputados. Independentemente de quem for eleito presidente, o Brasil necessita de um Congresso Nacional forte, representativo e formado por lideranças que tenham, em sua trajetória, a defesa de políticas públicas e o compromisso com o bem comum.

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