Loteria municipal em Petrópolis, um absurdo Rogerio Tosta
A proposta de criar uma loteria municipal em Petrópolis, embora bem-intencionada, é profundamente problemática e evidencia a falta de compromisso com o bem comum.
Destinar 50% da arrecadação para o Inpas não passa de uma solução simplista para os problemas financeiros do Instituto e demonstra a falta de compromisso com a realização de concursos públicos e a contratação dos aprovados em concursos anteriores que poderiam aumentar a arrecadação do Instituto.
Mesmo com o aval do STF, a loteria municipal atende principalmente aos interesses dos empresários de jogos, que lucram em cima de uma população esperançosa de obter benefícios duvidosos. Se loterias fossem a solução para os problemas sociais do Brasil, a arrecadação das loterias federais já teria resolvido muitos desses problemas há tempos.
Em vez de sancionar leis para uma loteria municipal, deve-se focar em legislações e programas que apoiem os empresários locais, que ainda sofrem os impactos da pandemia e das tragédias, vivendo sempre sob pressão. É crucial ajudar a população, que sofre com o aumento do custo de vida em Petrópolis, uma cidade já cara por natureza.
Além disso, milhares de pessoas ainda enfrentam dificuldades decorrentes das tragédias recentes, especialmente a pandemia e as chuvas de fevereiro e março de 2022. Enquanto esperam por resultados e soluções, vêem-se pressionados por novos aumentos e pela criação de uma loteria municipal.
Com a lei sancionada, o jogo aprovado, e aumentos e tensões ideológicas entre grupos diversos, o povo, pagador de impostos, continua sua luta diária pela sobrevivência e pela garantia de um prato de comida na mesa.
